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Petróleo, energia, mineração: quais foram as maiores operações de fusão e aquisição do País em 2025

Petróleo, energia, mineração: quais foram as maiores operações de fusão e aquisição do País em 2025

(Estadão) Mercado de M&A movimentou mais de US$ 58 bilhões no ano passado, um crescimento de 26,5% em relação a 2024 Impulsionado por operações de grande porte no setor de energia e recursos naturais, o mercado de fusões e aquisições no Brasil movimentou mais de US$ 58 bilhões em 2025. Segundo levantamento da Seneca Evercore, com base em dados da MergerMarket, o volume representa um avanço de 26,5% na comparação com 2024 (US$ 45 bilhões), apesar de uma queda de 3% no número total de transações. "O valor total é mais alto porque as maiores operações ocorreram em setores ligados a infraestrutura, em queo custo de capital e os investimentos necessários são maiores", diz Cleveland Prates, professor de economia da FGV-Law e de regulação da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Evolução do mercado de fusões e aquisições no Brasil. Ao todo, 843 operações de fusões e aquisições aconteceram no País em 2025. O setor de energia e recursos naturais (como petróleo, mineração e celulose) foi responsável por mais 50% do valor total movimentado (mais de US$ 30 bilhões). Em 2020, essas operações representavam menos de 10% do volume. Mas, desde 2021, o segmento vem ganhando espaço, e o volume de movimentação foi o maior dos últimos 15 anos. "Um dos fatores que explicam esse movimento é a natureza mais resiliente do setor, que é menos expostos às flutuações do mercado doméstico e às incertezas políticas e econômicas do País", diz Daniel Wainstein, sócio-fundador da Seneca Evercore. "А Selic alta tem tido um grande impacto na precificação das empresas." As maiores transações do ano A concentração setorial se reflete nas maiores transações do ano. Sete das 10 maiores transações realizadas no Brasil em 2025 foram no segmento de energia e recursos naturais, incluindo o maior negócio do ano: o Campo Offshore Peregrino. Em maio, a petroleira brasileira Prio adquiriu 60% da operação do campo de petróleo marítimo (offshore) localizado na Bacia de Campos, no litoral do Estado do Rio de Janeiro. O negócio, estimado em US$ 3,3 bilhões (cerca de R$ 17,8 bilhões), foi assinado com a a norueguesa Equinor. A Prio tem como acionista de referência o empresário Nelson Tanure, e está avaliada em pouco mais de R$ 37 bilhões. "A Equinor está desinvestindo do setor, que já exploraram bastante, para investir em outros campos do Brasil. É algo normal neste mercado", diz Prates. A aquisição do campo Peregrino, porém, não foi a única grande movimentação do ano. A segunda posição do ranking é ocupada pelo negócio com a Serena Energia, que passou por uma oferta pública de aquisição (OPA) e pela reorganização de sua estrutura societária. Com o desinvestimento de parte da participação da Tarpon e a oferta liderada por um veículo de fundos ligado à Actis (em conjunto com o GIC), a operação movimentou cerca de US$ 2,8 bilhões e resultou no fechamento de capital da companhia. O terceiro maior negócio foi a compra da Eldorado Brasil pela J&F, após quase uma década de disputa com a Paper Excellence, por US$ 2,7 bilhões. Também chamam atenção a fusão entre a Marfrig e a BRF, que criou uma das maiores empresas de alimentos do mundo em um negócio de mais de US$ 2,25 bilhões, e a compra da fatia de 30% da Neonergia, da Previ, pela Iberdrola, em um acordo de US$ 2,2 bilhões e o aumento na participação da empresa na companhia elétrica para mais de 80%. Tração em 2026 e novas áreas promissoras Com a expectativa de queda dos juros, especialistas observam o mercado de fusões e aquisições com otimismo e projetam um 2026 mais ativo. O cenário, no entanto, ainda carrega riscos, como incertezas fiscais e o impacto do período eleitoral sobre os investidores. "A expectativa de queda da Selic voltou a aquecer o apetite para M&As", comenta Wainstein, da Seneca Evercore."Porém, discursos populistas e altos gastos governamentais podem segurar esse cenário." O executivo também observa a melhora na relação diplomática entre o Brasil e os Estados Unidos como um combustível para este mercado. "Os EUA sempre foram o maior investidor e fonte de capital do País, mas tinham paralisado iniciativas. Nos últimos seis meses, a melhora no relacionamento fez com que eles olhassem com menos preconceito para cá", afirma. O prognóstico de Wainstein é que, com a queda nos juros e mais aportes internacionais, novos setores ganhem destaque. "Devemos ver um ano mais intenso, com mais transações dos segmentos de tecnologia, serviços financeiros, fintechs e gestoras de fundos", comenta. Por outro lado, Cleveland Prates entende que as transações que devem acontecer em 2026 vão além de fenômenos próprios do ano. "Raramente você prospecta, decide e compra no mesmo ano. Então, o que vai acontecer em 2026 já foi pensado em 2025", diz. "As oportunidades e desafios oriundos da economia brasileira deste ano devem começar a se consolidar a partir de 2027 ou 2028". Publicado em 15/01/2026 e disponível em: https://www.estadao.com.br/economia/negocios/maiores-operacoes-fusao-aquisicao-brasil-2025/

‘Brasil terá corrida para fechar fusões antes da eleição’, diz sócio da Seneca Evercore

‘Brasil terá corrida para fechar fusões antes da eleição’, diz sócio da Seneca Evercore

(O Globo) Os próximos meses devem ser agitados no universo das fusões e aquisições (M&As, no jargão do mercado), com uma corrida contra o tempo para concluir transações antes que a campanha eleitoral se imponha, diz Rodrigo Mello, sócio-fundador da assessoria financeira independente Seneca Evercore. — O ano de 2026 tende a ser difícil, mas o Brasil vai ter muita corrida para fechar M&As e operações no mercado de capitais em geral ainda no primeiro semestre. A razão, claro, é o calendário eleitoral — conta à coluna Mello, cuja Seneca Evercore atua assessorando empresas no momento das transações. O volume de M&As no Brasil deu um salto de 27% em 2025, segundo dados da MergerMarket compilados pela Seneca Evercore, batendo US$ 58 bilhões no ano passado. Apesar do crescimento da cifra, o número de operações cai 3% de um ano para o outro. — 2025 não foi um bom ano para o segmento, com a menor quantidade de transações em seis anos. Só que o volume em reais foi muito relevante, porque algumas operações envolveram cheques muito grandes, que jogaram a cifra para cima. Megaoperações Um exemplo foi a compra de uma fatia de 30,3% na Neoenergia, que atua em geração, transmissão e distribuição de energia, pela espanhola Iberdrola. A Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, recebeu R$ 11,9 bilhões por sua participação. Na sequência, a Iberdrola ainda anunciou uma OPA (oferta pública de aquisição) de R$ 6,5 bilhões para comprar as ações que estavam na mão de minoritários e tirar a Neoenergia da Bolsa. Daniel Wainstein, também sócio-fundador da Seneca Evercore, acredita que 2026 será melhor para fusões e aquisições, “com a Selic potencialmente atingindo patamares mais baixos, o que poderia impulsionar os preços dos ativos e, assim, induzir acionistas a voltar a considerar vendas de participação”. Além disso, “um custo de financiamento mais baixo pode ajudar compradores em busca de financiamento para suas aquisições”. Wainstein, Mello e outro sócio-fundador, Isaias Sznifer, trabalharam na Goldman Sachs e cofundaram a subsidiária do Greenhill & Co. no Brasil em 2013. Em 2020, compraram a participação do banco “gringo” na operação local e, na sequência, venderam 20% do negócio a outra instituição americana, a Evercore. Desde então, a operação adota o nome de Seneca Evercore. Publicado em 12/01/2026 e disponível em: https://oglobo.globo.com/blogs/capital/post/2026/01/brasil-tera-corrida-para-fechar-fusoes-antes-da-eleicao-diz-socio-da-seneca-evercore.ghtml

Grandes operações deram o tom das aquisições em 2025

Grandes operações deram o tom das aquisições em 2025

(Valor Econômico) Tendência, segundo executivos de bancos, é que setor de infraestrutura, incluindo energia, se mantenha aquecido para transações As operações de grande porte garantiram os volumes da indústria de fusões e aquisições (M&A, na sigla em inglês) no Brasil ao longo de 2025, um ano em que os juros altos deixaram mais caros os financiamentos dessas transações. Dados da consultoria Dealogic mostram que o volume anunciado ao longo do ano, considerando até metade de dezembro, somou R$ R$ 234 bilhões, em linha com o volume de 2024, de R$ 231 bilhões. A percepção é que em 2026 haverá algum incremento nos volumes, muito embora o calendário eleitoral tenha o potencial de afetar parte dos negócios, principalmente se houver volatilidade cambial, algo historicamente típico para o período, contexto que pode afastar investidores estrangeiros. A indústria chegou a um pico em 2021, na pandemia, quando movimentou R$ 482 bilhões. O responsável pelo banco de investimento do UBS BB, Anderson Brito, acredita que o volume de M&A no país vai se expandir cerca de 10% em 2026, para algo em torno de US$ 55 bilhões, com a fatia das operações envolvendo estrangeiros, chamadas de “cross border”, passando de 30% - marca de 2025 - para 35%. “Há muito interesse de europeu e asiático em Brasil." Entre as principais operações de 2025 está a compra da fatia da Eldorado antes detida pela Paper Excellence pela J&F, encerrando um longo imbróglio societário. Uma operação envolvendo duas empresas listadas foi a união entre Marfrig e BRF, que criou a gigante MBRF. Outra operação de grande porte envolveu a aquisição da fatia detida pelo fundo de pensão do Banco do Brasil, a Previ, na Neoenergia pela Iberdrola. Uma das principais transações envolveu a Prio, que concluiu a compra de 40% da operação do Campo de Peregrino (e Pitangola) da Equinor. Houve ainda, mais no fim do ano, a venda dos aeroportos da Motiva. O setor de tecnologia foi também destaque com transações peso-pesadas, como a venda da Conta Azul para a Visma. "Tivemos em 2025 um ano com mais diversificação de setores” — Diogo Aragão O chefe global do banco de investimento do Itaú BBA, Roderick Greenlees, lembra que no ano ainda somaram para os volumes de M&A transações de ofertas públicas de aquisição (OPAs) que resultaram em fechamento de capital, como a da Serena. O executivo aponta que o setor de energia “seguirá sendo um contribuinte relevante para os volumes de M&A em 2026". Levantamento da butique de M&A Seneca Evercore mostra que, ao longo de 2025, o setor de energia e recursos naturais representou uma fatia de 52% do total do volume transacionado, sendo que em 2020 foi de 10%. Conforme o sócio-fundador da Seneca, Daniel Wainstein, trata-se do maior volume desse segmento em 15 anos. “Acreditamos que 2026 pode ser um ano melhor para M&A, com a Selic atingindo patamares mais baixos, o que poderia impulsionar os preços dos ativos”, afirma. Com preços mais altos, acionistas podem voltar a considerar vender participações nas empresas. Apesar de mais operações nesses setores, que pesam na balança por serem multibilionárias, houve contribuição de mais segmentos ao longo de 2025. “Tivemos um ano com mais diversificação de setores”, comenta o responsável pela área de M&A do Bank of America (BofA) no Brasil, Diogo Aragão. Ele lembra que, no Brasil, o setor de infraestrutura segue tradicionalmente o mais ativo, dado o grau de maturidade dessa indústria. Segundo o executivo, muitas transações estão indo para a rua e sendo apresentadas para potenciais compradores com a intenção de fechar negócios já no início de 2026. “A partir de abril, o fluxo já fica condicionado às eleições”, afirma. A questão, segundo ele, é que eleições historicamente trazem efeitos ao câmbio, algo crítico para a tomada de decisão do investidor estrangeiro. André Moor, chefe do banco de investimento do Bradesco BBI, diz que o banco entrou 2026 com o pipeline bastante robusto e que muitas transações "são impermeáveis às eleições", O destaque, frisa, segue em infraestrutura e energia. O responsável por M&A no Santander Brasil, Thiago Rocha, acredita que neste ano o tema eleição será de fato relevante, mas que as grandes transações seguem de forma independente. “2026 pode ser, de novo, um ano suportado por grandes transações, com um tamanho médio maior”, disse. Para o chefe da área de M&A do Goldman Sachs no Brasil, Pedro Muzzi, os volumes de M&A neste ano devem ser melhores do que em 2025. O executivo aponta que, na instituição financeira, a fila de operações tem crescido desde setembro. Um agente de mercado que deve voltar a movimentar os volumes da indústria de M&A, segundo ele, são os fundos de private equity, que, sem janela para aberturas de capital para seus desinvestimentos, devem optar pela venda de suas participações. “Eles precisam desinvestir para conseguir captar novos fundos”, diz. Por conta de volatilidade, muitas operações tiveram que contar com diferentes desenhos. O chefe da área de M&A do BTG Pactual, Alessandro Farkuh, afirma que o ano também foi marcado por transações mais estruturadas, algo que ocorreu exatamente por conta do cenário ainda de incerteza. “Em momentos como esse existe uma rediscussão enorme da forma mais inteligente de se alocar capital”, afirma Farkuh. “Há muitas transações que envolvem mercado de capitais e companhias de capital aberto”, complementa o executivo. Antonio Coutinho, que comanda o banco de investimento do Citi no Brasil, diz que o ambiente para transações de fusões e aquisições foi ficando mais positivo ao longo de 2025. “O ‘pipeline’ ainda está dominado pelas grandes transações de infraestrutura”, afirma Coutinho. Ele aponta, por outro lado, que as operações no setor de energia, que todos os anos são destaque, perderam força em 2025, com menos participação das empresas do setor de renováveis, que vivem desafios por conta do “curtailment” (redução forçada da geração de energia). Diego Mendes, corresponsável pela área de M&A da XP, diz que também espera um ano mais positivo para os negócios e que a melhora do desempenho das ações listadas ajuda a aproximar a percepção de valor dos ativos entre compradores e vendedores. Publicado em 05/01/2025 e disponível em: https://valor.globo.com/financas/noticia/2026/01/05/grandes-operacoes-deram-o-tom-das-aquisicoes-em-2025.ghtml

Energia lidera fusões e aquisições em 2025, e juros influenciarão negócios em 2026

Energia lidera fusões e aquisições em 2025, e juros influenciarão negócios em 2026

(InfoMoney) Entre janeiro e novembro de 2025, houve um aumento no volume das transações de fusões e aquisições de 18% na comparação com o mesmo período do ano anterior — isto é, a soma dos valores transacionados. No lado do número de negociações, no entanto, o valor caiu 25%. Os dados foram levantados pela boutique de M&A Seneca Evercore, a pedido do InfoMoney. “O aumento do volume transacionado se deve a algumas operações de grande porte, concentradas, sobretudo, nos setores de energia e recursos naturais, que englobam, por exemplo, empresas de geração e distribuição de energia, petróleo e gás, papel e celulose, e mineração”, explica o sócio-fundador da Seneca Evercore, Rodrigo Mello. A compra de participação do Campo Offshore Peregrino da Equinor pela PRIO por US$ 3,35 bilhões foi a maior operação do ano, seguida pela aquisição da Serena Energia pela Actis, em um desinvestimento da Tarpon, por US$ 2,82 bilhões. Também no setor de energia e recursos naturais, o terceiro maior negócio foi a compra da Eldorado Brasil pela J&F, após oito anos de disputa com a Paper Excellence. Desde 2021, o setor de energia tem ganhado espaço no mercado de M&A, saindo de 10% de representatividade no volume em 2020 para 54% em 2025. De janeiro a novembro deste ano, o volume transacionado em operações de energia e recursos naturais foi de US$ 28,2 bilhões, 47% superior na comparação com o mesmo período do ano anterior. “Um dos fatores que explicam esse movimento é a natureza mais resiliente desses setores, que são menos expostos às flutuações do mercado doméstico e às incertezas políticas e econômicas do país”, aponta Mello. É um cenário que não deve mudar tanto em 2026. Para o managing partner da 44 Capital, Guilherme Steagall, uma tendência do setor de M&As para o próximo ano é a consolidação em setores hoje muito regionalizados — o caso de alguns empreendimentos de geração de energia. “Há tentativas de consolidar essas capacidades. Muitos projetos de energia solar, por exemplo, são bem regionalizados, localizados. Temos visto muitos fundos e outros players levantando dinheiro especificamente para comprar grandes capacidades, em especial quando há PPA (contratos de longo prazo de compra de energia) associadas”, conta Steagall. Para o especialista, o maior número de transações, em 2026, deve se concentrar também em setores como logística, tecnologia, educação, infraestrutura. Segundo o estudo da Seneca, depois de energia e recursos naturais, consumo e varejo (14%), indústrias (9%), transporte e logística (8%) e tecnologia (7%) tiveram a maior representação em volumes de negócios. Negócios em 2026 Depois de mais um ano em que o setor de energia e recursos naturais foi destaque entre as fusões e aquisições no Brasil, os olhares se voltam para a política monetária. Para analistas consultados pelo InfoMoney, o comportamento dos juros deve impactar os preços de ativos e induzir vendas de participações, enquanto um patamar ainda elevado da Selic pode tornar os M&As uma alternativa de financiamento relevante. A expectativa por cortes na taxa básica de juros, hoje em 15% ao ano, é um elemento central nas projeções do mercado de M&As em 2026. “Pode ser um ano melhor, com a Selic potencialmente atingindo patamares mais baixos, o que poderia impulsionar preço dos ativos e, assim, induzir acionistas a voltar a considerar vendas de participação”, aponta Mello, da Seneca Evercore. Da mesma forma, ele avalia, um custo de financiamento mais baixo pode ajudar compradores em busca de financiamento para suas aquisições. Hoje, o mercado avalia que já no início do próximo ano o Banco Central inicie um ciclo de cortes nos juros. No último Boletim Focus, agentes do mercado diminuíram a projeção da taxa Selic de 12,25% para 12,13%. O documento, publicado em 15 de dezembro, reúne expectativas do mercado para a economia. Steagall pondera que juros ainda elevados devem fazer com que as fusões e aquisições se apresentem como uma alternativa ao financiamento das empresas. “É muito difícil se manter de forma independente com uma taxa de juros em um patamar de 15%, difícil ter rentabilidade. O mercado de M&A será uma solução: os ganhos de eficiência por meio da consolidação de atividades, em especial das cadeias logísticas e produtivas. É um caminho.” O executivo da 44 Capital projeta um perfil diferente nos negócios para o próximo ciclo. Sua avaliação é a de que, em 2026, sejam concretizadas mais transações com volume “um pouco menor” do que em 2025. “Empresas de tamanho médio terão um papel importante. Claro que vão ter novas fusões, mas esse racional se aplica muito às companhias médias”, aponta. Até novembro, foram 592 transações até novembro deste ano, com volume superior a US$ 52 bilhões. *Correção: Uma versão anterior deste texto falava em PPP (“Parcerias Público-Privadas”), em vez de PPA (Power Purchase Agreement) em energia solar e foi corrigida. Publicado em 17/12/2025 e disponível em: https://www.infomoney.com.br/business/energia-puxa-mas-em-2025-e-juros-devem-ser-determinantes-para-2026/

Investimento estrangeiro no país volta a subir, mas só deve virar operações de fusões e aquisições em 2026

Investimento estrangeiro no país volta a subir, mas só deve virar operações de fusões e aquisições em 2026

(Valor Econômico) Entre as dez maiores transações de M&A em 2025, estrangeiros estiveram na ponta compradora em apenas duas, parcela bem inferior à de 2023, quando responderam por metade das principais operações. Após quedas consecutivas desde fevereiro, os Investimentos Diretos no País (IDPs) voltaram a crescer em setembro, segundo dados do Banco Central compilados pela Seneca Evercore e obtidos com exclusividade pelo Valor. No mês, os ingressos líquidos somaram US$ 10,7 bilhões — o maior volume para o período nos últimos cinco anos e o mais alto desde março de 2023, quando foram registrados US$ 10,8 bilhões. “O investidor, principalmente o americano, está mais confiante com a relação bilateral entre Brasil e EUA, com expectativa de queda gradual da Selic [taxa básica de juros] e sustentação do valor do real”, afirma Daniel Wainstein, sócio-fundador da Seneca Evercore. Apesar da recuperação, esses recursos devem se refletir em novas operações de fusões e aquisições (M&A, na sigla em inglês) apenas ao longo do primeiro semestre de 2026, afirma Wainstein. Isso porque esses processos costumam ser complexos e demandam meses até a conclusão. O relatório mensal da consultoria reforça essa avaliação. Em outubro, o número de transações de M&A caiu ao menor nível em cinco anos, totalizando 33 operações — menos até do que no início de 2020, auge da pandemia. De forma geral, 2025 não tem sido um ano favorável para operações de M&A. Entre janeiro e outubro, foram registradas 530 fusões e aquisições no Brasil, o menor patamar para o período desde 2020. Em valor, as transações somaram pouco mais de US$ 44 bilhões, superando apenas o resultado de 2023, segundo a Seneca. A participação do investidor estrangeiro também foi tímida. Entre as dez maiores transações de 2025, eles estiveram na ponta compradora em apenas duas, participação bem inferior à de 2023, quando responderam por metade das principais operações. “O último trimestre não deve mudar muito, mas estamos confiantes quanto a uma melhoria mais acentuada ao longo do primeiro semestre de 2026”, afirma Wainstein. Mesmo com o desempenho mais fraco, alguns setores seguem resilientes. Energia e recursos naturais, por exemplo, continuam em níveis recordes, tendo respondido por oito das dez maiores transações do ano, somando US$ 20,2 bilhões em valor. Publicado em 25/11/2025 e disponível em: https://valor.globo.com/empresas/noticia/2025/11/25/investimento-estrangeiro-no-pais-volta-a-subir-mas-so-deve-virar-operacoes-de-fusoes-e-aquisicoes-em-2026.ghtml

Fundos de permuta: A alternativa de incorporadoras ao IPO

Fundos de permuta: A alternativa de incorporadoras ao IPO

(VEJA) Modelo elimina os altos custos de uma listagem em bolsa   Com a seca dos tradicionais IPOs na bolsa há quatro anos, o setor imobiliário – que sempre foi um setor cujo crescimento dependeu justamente de injeções de capital e teve o IPO como grande propulsor – vê crescer uma alternativa para capitalização. Tratam-se dos fundos de permuta. O sócio-fundador da boutique de assessoria financeira Seneca Evercore, Daniel Wainstein, define o modelo como o “IPO dos projetos de incorporação”. Nesse formato, investidores financeiros passam a ter participação nos empreendimentos imobiliários — ao invés de participação na empresa incorporadora –, enquanto os incorporadores obtêm os recursos necessários para tocar seus projetos. “O modelo elimina os altos custos de uma listagem em bolsa, como as obrigações regulatórias e a manutenção da relação com investidores. Isso somente se tornou viável recentemente uma vez que o mercado investidor imobiliário cresceu muito, enquanto investidores buscam investir seus recursos em fundos focados nesse mercado”, conta Wainstein. Publicado em 04/10/2025 e disponível em: https://veja.abril.com.br/coluna/radar-economico/como-fundos-de-permuta-para-incorporadoras-sao-alternativas-ao-ipo/ .

M&As de tecnologia movimentam R$ 16,7 bi até julho

M&As de tecnologia movimentam R$ 16,7 bi até julho

(Valor Econômico) Grandes operações, especialmente na área de software, voltaram a aquecer o setor, após um longo período de entressafra e ativos descontados Grandes transações do setor de tecnologia voltaram a ganhar espaço no Brasil, depois de um “inverno” que obrigou startups a ajustarem o negócio e a buscarem rentabilidade. Depois de alguns anos em compasso de espera, as operações no setor deram sinal de retomada nos últimos meses - no acumulado do ano até julho, somam R$ 16,7 bilhões. No mesmo período em 2024, conforme dados de mercado, o valor foi de R$ 13 bilhões - e de R$ 12 bilhões em todo o ano de 2023. A tendência é de crescimento. Se considerados os dados globais de M&A (fusões e aquisições, na sigla em inglês) no setor neste ano, o volume chega a US$ 2,3 trilhões, conforme a consultoria Dealogic, aumento de 50% em relação a todo o ano de 2024. Foram 34 operações considerando-se os sete primeiros meses deste ano envolvendo apenas empresas de software, de acordo com a RGS, butique de M&As. Em 2024, foram 37 ao todo. Os números ainda estão longe dos vistos em 2021, durante a pandemia, período em que a ampla liquidez global e busca por digitalização levou a uma corrida por ativos do setor. Naquele ano, o mais aquecido na história, foram registradas 114 transações. Dentre as grandes operações anunciadas no período está a venda da Linx, pela Stone, para a Totvs. Outra operação considerada um marco foi a venda da Conta Azul para a Visma, uma gigante norueguesa de software de gestão para pequenas e médias empresas. O investimento minoritário do fundo General Atlantic na Starian, da Softplan, também foi uma das principais do ano até o momento. Outro negócio de peso foi o investimento da Partners Group na Omie, de gestão empresarial. A gigante iFood adquiriu 20% da CRMBonus, de “giftback” e cupons do varejo. Outras operações estão na rua e devem dar mais musculatura ao volume negociado este ano. A Superlógica, de software de gestão de condomínios e controlada pelo fundo de private equity (que compra participação em empresas) Warburg Pincus, está à venda, apurou o Valor. Segundo fontes, há outras empresas de grande porte do setor que devem lançar em breve operações. Procurada, a Superlógica não respondeu ao pedido de comentário. Depois de uma entressafra para o setor, o valor das empresas nessas operações também voltou a subir. Os dados da RGS mostram que os múltiplos pagos foram a 6 vezes, considerando o valor da empresa pela receita, ante 4 vezes em 2024 e 4,5 vezes em 2023. Para se ter uma ideia, em 2021, o múltiplo pago foi, na média, de 11,3 vezes. Prova dessa discrepância foi a venda da Linx: quando a Stone comprou a empresa em 2020, pagou R$ 6,7 bilhões, e a revendeu neste ano por cerca de R$ 3 bilhões. Estudo da butique de M&A Fortezza mostra que, em software, as métricas estão bastante positivas, algo que pode ajudar a explicar a demanda em grandes transações no segmento. Neste nicho, a receita cresceu, na média, 15,6%, ante 13,1% de serviços de TI e 5,6% em telecom, por exemplo. Segundo fontes consultadas pelo Valor, algumas transações do setor estão sendo lançadas porque parte dos empreendedores não quer passar por uma nova rodada de captação, ainda mais diante da leitura de que será mais difícil entregar crescimento relevante em um ambiente macroeconômico mais hostil. Além disso, outra pressão que tem surgido está vindo dos próprios fundos querendo retornar capital aos seus cotistas. “Estamos vendo o mercado voltar a se aquecer neste ano. Ele estava muito quente entre 2020 e 2021. Depois, observamos uma grande ressaca em 2023 e 2024. Agora, temos uma boa recuperação”, diz Fábio Jamra, sócio da butique RGS. Segundo o executivo, as captações dos fundos voltaram a acontecer, mas os investidores seguem seletivos. A transação do ano apontada como emblemática foi o investimento da Visma no Brasil, por quase R$ 2 bilhões. No mercado, a leitura foi que outros players passaram a olhar oportunidades no país após esse movimento da empresa norueguesa. “Estamos bastante otimistas com o momento do setor de tecnologia no Brasil. No mercado privado, temos visto tanto a demanda de ‘high profile growth equity funds’ como a de estratégicos dedicados globais aos melhores ativos no Brasil. Isso ficou evidente pelos diversos ‘deals’ que conduzimos recentemente, dentre eles a venda da Conta Azul para a Visma, ou o aporte privado da General Atlantic na Starian”, afirma Pedro Pereira, responsável pela área de tecnologia para América Latina do Bank of America no Brasil. Segundo o executivo do BofA, o interesse nos ativos vem ocorrendo não só de investidores financeiros - algo também provado no desempenho das empresas no setor na bolsa, acima do próprio Ibovespa, que já apresenta performance positiva -, mas também dos estratégicos. O executivo aponta que a alternativa do M&A para essas empresas voltou a se abrir e muitas conseguiram atravessar o “inverno” do setor ajustando a rota, cortando custos e se mostrando resilientes. Pereira afirma também que o mercado de ofertas iniciais de ações (IPOs, na sigla em inglês) nos Estados Unidos está aberto, mas ainda há uma exigência em relação ao tamanho das operações. Isso significa que muitas empresas de tecnologia precisarão crescer para buscar uma abertura de capital. Isaias Sznifer, sócio da Seneca Evercore, aponta que o setor de tecnologia sempre teve participação relevante na indústria em números de operações, mas que, recentemente, tem se observado operações maiores. Daniel Gildin, sócio-fundador da Fortezza Partners, pondera que, no setor, as grandes transações têm chamado a atenção, mas o mesmo não tem sido visto nos números de operações, que têm registrado queda. “As empresas muito pequenas estão com dificuldade de fazer transações”, diz. O executivo afirma que parte de operações deve ser acelerada, para ser assinada antes da virada do ano, dado que existe a leitura de que pode ser melhor evitar anos eleitorais. Publicado em 30/09/2025 e disponível em: https://valor.globo.com/empresas/noticia/2025/09/30/m-as-de-tecnologia-movimentam-r-167-bi-ate-julho.ghtml .

Incorporadoras de médio e alto padrão ficam descontadas na bolsa

Incorporadoras de médio e alto padrão ficam descontadas na bolsa

(Valor Econômico) Alternativas para conseguir recursos poderiam substituir IPO, segundo Seneca; analistas discordam e apontam ganhos de governança Das 12 principais incorporadoras de médio e alto padrão listadas em bolsa no país, apenas 3 são negociadas a um preço acima do seu valor patrimonial - ou seja, resultado da subtração dos passivos do valor dos ativos. Dessas 12, só 5 tiveram alta no preço da ação no acumulado desde a abertura de capital (IPO) até segunda-feira (22). Para Daniel Wainstein, sócio da gestora Seneca Evercore, dados como esse mostram que não há motivos para as incorporadoras de médio e alto padrão se interessarem por um IPO. O recurso necessário para seu crescimento pode ser obtido de outras formas, menos custosas. Analistas discordam, embora apontem que a incorporação impõe um desafio à cobertura tradicional de resultados. Interesse pelos IPOs não falta no setor. Na última janela, entre 2019 e 2021, seis incorporadoras fizeram suas ofertas iniciais, e outras ficaram na fila. Desde 2014, foram 10 operações no setor imobiliário, 11% do total de ofertas, aponta a Seneca. Para Wainstein, a falta de previsibilidade nos lucros das incorporadoras, que trabalham com projetos de longo prazo, é “péssima para o mercado de ações”. Algumas dessas companhias são relativamente pequenas e acabam com pouca liquidez na bolsa. A cada vez que os resultados não vão como esperado, os papéis ficam mais concentrados em poucos investidores. Quando essas incorporadoras quiserem fazer uma oferta secundária (“follow-on”) para financiar novos projetos, por exemplo, os acionistas não vão aprovar. “Quando você levanta o capital e está negociando abaixo [do valor patrimonial], está destruindo o valor para o acionista”, diz Wainstein. A Seneca trabalha com um produto que ele define como uma alternativa ao IPO, um fundo de permuta, ou “IPO de projeto”. São fundos que reúnem empreendimentos que precisam de capital para bancar a parte da obra que não é financiada pelos bancos ou por outros fundos de investimento, de cerca de 30% para o médio e alto padrão. O objetivo é atrair investidores institucionais, que entram como permutantes da obra, ganhando parte do resultado. O modelo tem semelhanças com o veículo de investimento que a JHSF, companhia listada, anunciou na semana passada, que vai envolver cinco ativos e R$ 4,6 bilhões - montante que supera o valor de mercado da empresa em 20%. O veículo da JHSF, no entanto, envolve o estoque da companhia. Procurada, a incorporadora afirmou estar em período de silêncio. Analistas afirmam que não é um substituto ao IPO. Bruno Mendonça, líder da análise de real estate do Bradesco BBI, destaca que um IPO é “um negócio muito mais amplo do que financiar um projeto e comprar terreno”, e que “nada impede” que uma incorporadora listada recorra a fundos de permuta, alternativa que considera interessante. Mendonça lembra que empresas listadas conseguem atrair executivos mais gabaritados, por causa da remuneração com ações. Também destaca a possibilidade de ter eventos de liquidez para o acionista e ganhos de governança. “Você é obrigado a fazer uma prestação de contas que te dá mais segurança nos processos”, diz Hugo Grassi Soares, analista e consultor de relações com investidores. Soares também destaca que, em um momento de capital caro e escasso, quem é listado costuma ter acesso a taxas melhores e a mais oportunidades de financiamento. Na Helbor, o valor das ações, que sobem 159,4% no ano, mas têm queda de 73,2% desde o IPO em 2007, “orienta o ‘timing’ e o formato das operações” de financiamento, diz o CEO Henry Borenstein, que avalia a abertura de capital como um “marco relevante” para a empresa, que permitiu sustentar seu crescimento no período. Mendonça pondera que a janela de IPOs “acontece em momentos de excesso de otimismo”, e aí mora o perigo. A última janela, lembra Soares, ocorreu na gestão Paulo Guedes no então Ministério da Economia, com juros em queda. Havia tantos novos investidores que era preciso encontrar onde alocar os recursos. A incorporação imobiliária tem barreira de entrada baixa e é muito pulverizada. Ou seja: não faltam candidatas para atender ao chamado dos bancos. Mas o setor também tem a característica de ter uma contabilidade “nebulosa”, como define Soares. A própria pulverização dificulta um acompanhamento mais próximo das empresas listadas - e mais ainda das candidatas à listagem -, o que concentra a atenção nas companhias maiores e em movimentos macroeconômicos. Outro ponto, segundo os especialistas, é que parte importante da rentabilidade de um projeto depende do custo de aquisição do terreno, e esse mercado de terras não é transparente como o de commodities. Uma onda forte de listagem de incorporadoras, por si só, interfere no preço da terra, dificultando a realização da rentabilidade proposta pelas empresas. Os analistas, porém, defendem que o setor soube se policiar na última onda de IPOs, que foi dividida entre novas ofertas, ofertas “patrocinadas” por negócios já consolidados e em “follow-ons”. “Tem histórias muito boas dessa safra, como Cury, Plano&Plano, Lavvi e Moura Dubeux, que entregaram tudo o que prometeram e até um pouco mais”, afirma Mendonça. Diego Villar, CEO da Moura Dubeux, ressalta que a companhia não teria conseguido capital para sustentar seu crescimento sem o IPO, a não ser por algum investimento direto no negócio. A empresa multiplicou seus lançamentos por sete, de 2019 a 2024. Sem isso, estariam “brigando” com empresas médias do Nordeste, diz. Já a Plaenge, que atua na média e alta renda, não vê motivos para se listar, apesar de sempre ser procurada pelos bancos, diz o sócio-diretor Alexandre Fabian. A companhia afirma ser a segunda maior incorporadora no seu segmento, só atrás da Cyrela, com R$ 4,55 bilhões em lançamentos e R$ 3,64 bilhões em vendas em 2024. Pelo tamanho da operação da Plaenge, não há dificuldade para acessar crédito com bancos, afirma Fabian. A empresa tem conseguido crescer organicamente e ser fechada garante que as decisões sejam tomadas com mais “serenidade”, segundo ele. “A bolsa de valores foi formatada para o mercado industrial americano, em que o ciclo do produto é trimestral, mas o mercado imobiliário é de longo prazo”, diz. “Existe uma incompatibilidade de visão, que atrapalha as empresas de capital aberto.” MCMV tem desempenho favorável A situação é diferente para as incorporadoras que atuam no Minha Casa, Minha Vida (MCMV), com foco no público de baixa renda. Das cinco principais empresas listadas do segmento, só a MRV, afetada principalmente pelo seu negócio norte-americano, negocia abaixo do valor patrimonial (em 0,8 vez). Já a Cury bate 7,3 vezes. Sarah Balestero, também sócia da Seneca, explica que isso acontece porque essas empresas, em geral, têm operações mais padronizadas, rápidas e com um volume maior de projetos, o que as aproxima da lógica industrial esperada pelo mercado financeiro. Das 17 incorporadoras listadas, apenas quatro estão no índice Ibovespa, que reúne 81 negócios. A Cury é a mais nova dessa lista, acrescentada em setembro — Direcional, MRV e Cyrela completam o quarteto. Só a última não é exclusiva do segmento do MCMV, mas tem uma marca de padrão popular e participação na Cury e na Plano&Plano, ambas dessa área. A visão positiva sobre as empresas listadas, e principalmente do segmento econômico, até fez com que incorporadoras decidissem “furar a fila” da abertura de capital e apostar no “IPO reverso”. A BRZ, grande incorporadora do MCMV, assinou um acordo de entendimento para se unir à Fica (ex-CR2), que, embora listada, não lançou projetos de 2012 até o final de 2024. “Eu acredito que o IPO traz longevidade, é a transição de uma empresa familiar para uma corporação”, afirmou Marcelo Tolentino, presidente do conselho da BRZ. Outras aguardam na fila. A Pacaembu, que constrói casas populares no interior do país, tentou a janela de 2020 e espera uma nova oportunidade para se listar. Victor Almeida, presidente do conselho da companhia, destaca que, mais do que uma forma de trazer recursos, o IPO ajuda a garantir perenidade para o negócio, que é da sua família. “Vimos que abre algumas portas, seja de atração de profissionais, seja de estar em mesas de discussões que só empresas abertas normalmente estão, e até no mercado de dívidas”, afirma. Publicado em 23/09/2025 e disponível em: https://valor.globo.com/empresas/noticia/2025/09/23/construtoras-ficam-descontadas-na-bolsa.ghtml .

Especialista comenta os rumos da economia e do mercado de M&A | VEJA Mercado

Especialista comenta os rumos da economia e do mercado de M&A | VEJA Mercado

Mesmo diante de juros elevados, inflação persistente e pressão fiscal, alguns setores da economia brasileira seguem em expansão. Áreas como serviços financeiros, tecnologia, fintechs e energia têm demonstrado resiliência, atraindo investimentos e movimentando transações. Isaias Sznifer, sócio-fundador da Seneca Evercore, comenta sobre os rumos da economia e do mercado de M&A no Brasil em entrevista à VEJA Mercado. Publicado em 22/08/2025 e disponível em: https://www.youtube.com/live/zpOTAzBrE7A?si=bl4pjekHnhWVao62&t=278 .

Cenário do delivery mais disputado leva iFood a aumentar para R$ 17 bi o investimento no Brasil

Cenário do delivery mais disputado leva iFood a aumentar para R$ 17 bi o investimento no Brasil

(ESTADÃO) O capital será utilizado em promoções, tecnologia e crédito para restaurantes; mesmo com aumento da competição, empresa diz que não vai queimar dinheiro para barrar rivais Diante da volta da 99  ao segmento de delivery  de comida e do anúncio da chegada da plataforma chinesa Keeta, o iFood  aumentou em 25% o seu investimento no País, de R$ 13,6 bilhões no ano passado, para R$ 17 bilhões neste ano fiscal (até março de 2026). Líder desse mercado, a empresa vai dedicar o montante a promoções, tecnologia (especialmente em inteligência artificial ), marketing e crédito para restaurantes. O capital que será investido é uma combinação de ganhos obtidos pela empresa no País com um porcentual, não revelado, de investimento vindo do grupo de investimentos Prosus, dono do negócio. O valor é 17 vezes maior do que o anunciado pela 99, que está voltando a operar o serviço de delivery no País após ter abandonado o setor em 2023. O motivo apontado pela rival para o retorno é a proibição de contratos de exclusividade com redes de restaurantes com mais de 30 unidades , o que abriu espaço para maior concorrência no delivery. O vice-presidente de políticas públicas, assuntos legais e M&A do iFood, Lucas Pittioni, diz que o novo investimento no País considera um crescimento do mercado de delivery e que a empresa não está rasgando dinheiro com promoções para barrar o avanço da concorrência. “O investimento em promoções segue a proporção de crescimento do volume total investido, 25%. Pode surgir a pergunta se estamos abrindo a carteira para reagir à competição de forma mais irracional, e a resposta é não. Esse era um investimento previsto desde abril”, afirma Pittioni. O iFood tem atualmente 120 milhões de pedidos por mês e 55 milhões de clientes. Em três anos, em 2028, a meta é alcançar 200 milhões de pedidos mensais e 80 milhões de clientes. Ou seja, o volume de pedidos deve crescer mais do que o número de clientes, o que implica o aumento de pedidos por pessoa, e o foco da empresa será no consumidor da classe C. O iFood prevê que os ganhos dos entregadores totalizem R$ 5,2 bilhões em 2025, 27% a mais do que no ano anterior. Atualmente, em todo o País, são mais de 400 mil, entre os quais cerca de 30% trabalham mais de 90 horas por mês e 70%, considerados trabalhadores ocasionais, menos do que isso. Pittioni diz que tanto o número de pedidos quanto o valor pago por entrega subiram no último ano. Os ganhos dos entregadores ficam entre 1,8 e 4,1 vezes a mais do que um salário mínimo, a depender do número de horas trabalhadas. Em contratações formais, a empresa estima que fechará o ano com 1,1 mil novos postos de trabalho. Desse valor, 500 trabalhadores ainda serão contratados, sendo a maior parte para o setor de tecnologia. Crédito em apoio aos negócios Dos R$ 17 bilhões anunciados, a frente de crédito da empresa vai absorver R$ 1,8 bilhão. Pittioni conta que os recursos são importantes para que os restaurantes cresçam ao investir em profissionalização, modernização ou eficiência das suas operações. “São empresas que têm dificuldade de acessar crédito. Via de regra, são restaurantes familiares que não encontram essa oferta nos bancos tradicionais”, diz. Para o sócio-fundador na assessoria financeira Seneca Evercore, Daniel Wainstein, mesmo que uma parte do capital anunciado seja investida em empréstimos para lojistas, e não em desenvolvimento de tecnologia ou marketing, o valor pode ser considerado como um investimento. “Eles estão colocando mais dinheiro no País para financiar seus clientes. É um investimento que vem para o Brasil. Ela vai investir para as empresas terem mais caixa para financiar seus clientes”, afirma. Wainstein diz ainda que a chegada de novos competidores ao mercado de delivery traz um efeito positivo para toda a cadeia. “O cliente sai ganhando. Em qualquer caso de aumento de competição, a tendência é de que as empresas tenham de se diferenciar da concorrência por serviço melhor ou por preço mais baixo. Os beneficiados serão os restaurantes e os clientes que utilizam esses serviços”, diz. Para o professor da FGV, Maurício Morgado, a chegada de mais empresas também é importante para os entregadores. “Os restaurantes estão reclamando muito da força que os atuais players têm conseguido cobrar tarifas muito altas. Ter mais competição vai ser bom, principalmente nesse cenário de empregos alternativos em que vivemos hoje”, diz. A concorrente 99 zerou a taxa cobrada por plataformas de delivery — algo previsto para durar 24 meses. Na prática, a medida reduz o preço dos pratos para o consumidor e aumenta a lucratividade para os restaurantes. Com isso, uma pizza de R$ 130 pedida pelo aplicativo hoje pode sair por R$ 100. Impacto econômico De acordo com estudo anual em parceria com a Fipe, as atividades do iFood serão responsáveis por 0,64% d o Produto Interno Bruto (PIB)  b rasileiro em 2025, ante 0,55% em 2024, movimentando R$ 140 bilhões em atividade econômica no País. O estudo mostra ainda que o iFood gera mais de 1 milhão de postos de trabalho diretos e indiretos. Publicado em 05/08/2025 e disponível em: https://www.estadao.com.br/economia/negocios/cenario-delivery-disputado-ifood-aumentar-17-bi-investimento-brasil/

Tarifaço de Trump já começa a suspender operações de fusões e aquisições no Brasil

Tarifaço de Trump já começa a suspender operações de fusões e aquisições no Brasil

(ESTADÃO) Negócios que tinham por objetivo fazer do Brasil polo de exportação ou que usam insumos importados estão entre os mais afetados Além das exportações e do faturamento das empresas brasileiras, o tarifaço de Donald Trump também tem derrubado negócios com interessados em fusões e aquisições (M&A, na sigla em inglês) no País. Parte das operações, sobretudo aquelas que tinham como objetivo tornar o Brasil uma plataforma exportadora − algo comum na área −, tem sido suspensa, até que o cenário se torne mais definido. “Negócios em setores que dependem de exportação ou de insumos importados e que estão na tarifa retaliatória estão sendo temporariamente suspensos”, diz Isabela Xavier, sócia do escritório de advocacia BVA - Barreto Veiga Advogados. “Alguns têm voltado para serem redesenhados e, se a nova tarifa mostrar ser insustentável erguer uma planta de exportação para o mercado americano, provavelmente o negócio não vai se concretizar.” Os casos se multiplicam em escritórios de advocacia e butiques especializadas em fusões e aquisições. No BVA, um cliente europeu negociava a compra de uma companhia brasileira da área de máquinas e equipamentos, que vende exclusivamente ao mercado nacional. A ideia era transformar a fábrica em polo exportador para os EUA. O negócio foi suspenso logo que a ameaça do tarifaço foi feita, no início de julho, e se mantém nessa situação, até que a tarifa sobre o produto fique totalmente clara. Na Brasilpar, consultoria especializada em transações com empresas de pequeno e médio porte, que faturam entre R$ 100 milhões e R$ 500 milhões, a situação é parecida. No primeiro semestre, a empresa fechou quatro negócios, sendo que três tinham estrangeiros na ponta compradora ou vendedora. Agora, pelo menos duas operações que visavam a exportações entraram em compasso de espera. “O Brasil estava praticamente sozinho na festa das aquisições internacionais, já que China e Rússia entraram em rota de colisão com os Estados Unidos”, diz Tom Waslander, sócio da Brasilpar. “Mas negócios baseados em projetos de exportação têm sido suspensos, pelo menos temporariamente.” Um dos negócios na Brasilpar, no setor de autopeças, tinha comprador norte-americano com proposta firme na mesa. Outro, tinha alguns interessados. Ambos entraram em compasso de espera e, no primeiro caso, Waslander acredita que só voltará às negociações no ano que vem. Parte da Imap, rede com cerca de 500 sócios especializados em M&A em 50 países, a Brasilpar continua vendo o Brasil com ativos baratos e com um mercado interno de 200 milhões de consumidores interessantíssimo para aquisições. “Há muito interesse e muitas consultas de estrangeiros”, diz ele. Prova disso, afirma, são os negócios fechados no primeiro semestre. Num deles, a japonesa Shinagawa Refractories fez sua segunda aquisição no Brasil, com a compra da empresa de serviços industriais Reframax, por R$ 600 milhões. Já a espanhola Tiba adquiriu a empresa de logística SMX e os fundadores da Benefício Fácil venderam a empresa para a Pluxee (antiga Sodexo), com envolvimento dos controladores franceses. “Temos, historicamente, de 25 a 30 mandatos sendo negociados simultaneamente e muitos que não envolvem exportações continuam andando”, diz ele. “O impacto em número de transações como um todo será pequeno.” Fundos de private equity também estão reticentes Daniel Wainstein, sócio-fundador da assessoria financeira Sêneca Evercore, porém, afirma que o nível de mortalidade das transações tem sido especialmente alto este ano. “Dependendo do setor, temos recomendado a nossos clientes que não saiam a mercado agora”, diz ele. “Aos que já estão em andamento, temos dito para demorar um pouco mais para pedir propostas, para deixar o mercado se tornar mais construtivo e com menos incerteza.” Isso porque, diz ele, além das exportadoras, o câmbio − e o preço dos ativos − também deve ser impactado com as medidas de Trump. “Se houver uma eventual desvalorização do real, teremos pressão inflacionária com importações mais caras e o BC (Banco Central)  vai ter de aumentar juros”, diz Wainstein. “Muitas empresas, que já estavam em dificuldades, vão ficar ainda mais sufocadas.” Segundo ele, há setores que não foram penalizados e nos quais há grande interesse, como energia alternativa, infraestrutura, óleo e gás e serviços financeiros. “Mas em cenários nos quais as empresas sofrem mais diretamente, seja pela taxa de juros, seja pelo câmbio, seja pela exportação, infelizmente isso tem levado à mortalidade bem maior de transações do que historicamente”, afirma. “Cabe ao assessor (na transação)  neste momento evitar acelerar para não acabar de vez com o negócio.” Além disso, diz ele, além das companhias interessadas em negócios no País em si terem puxado o freio, os fundos de private equity  (que adquirem participação em empresas e são importantes investidores em M&A) também estão mais reticentes. “Se houver uma desvalorização cambial, eles não conseguirão o retorno em dólares que precisam para seus investidores e controladores”, diz. “São dois bolsos importantes que estão fechados.” Essa tendência vem sendo percebida pelo mundo todo, e foi notada já no primeiro trimestre, quando as tarifas de Trump ainda estavam mais no campo das ameaças. O investimento global em private equity caiu 4%, passando de US$ 463,8 bilhões no quarto trimestre do ano passado para US$ 444,9 bilhões nos primeiros três meses deste ano, segundo pesquisa realizada pela consultoria KPMG. O número de transações também registrou recuo de 24%, caindo de 4.958 para 3.762 no mesmo período. Para os autores do estudo, a perda de atividade aconteceu por conta das preocupações com o aumento das tarifas internacionais, as novas políticas de comércio e as tensões geopolíticas. No Brasil, os números mostram o que vem sendo visto na prática. Até março, as operações de M&A no País superaram em número as transações de 2024, mostra levantamento da plataforma Kroll Corporate Finance. Desde que os ataques de Trump se intensificaram, elas têm caído mês a mês. Com isso, enquanto no primeiro semestre do ano passado o Brasil registrou 788 transações, no mesmo período deste ano foram 733, com queda de quase 7%. Publicado em 04/08/2025 e disponível em: https://www.estadao.com.br/economia/fusoes-aquisicoes-caem-impacto-trump/ .

Especialista comenta o cenário do mercado de M&A no Brasil | Mercado Aberto

Especialista comenta o cenário do mercado de M&A no Brasil | Mercado Aberto

O mercado de M&A no Brasil vem mostrando uma nova dinâmica em 2025. Um levantamento feito pela Seneca Evercore indica que o o volume transacionado cresceu 40% apesar do número de transações cair 25% no primeiro semestre. Isaias Sznifer, nosso sócio-fundador, explica esse movimento ao programa Mercado Aberto, do UOL. Publicado em 04/07/2025 e disponível em: https://www.youtube.com/live/AYQLWDAUYVI?si=CS2QYzfQ5WU7QY_j&t=1226 .

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