Investimento estrangeiro no país volta a subir, mas só deve virar operações de fusões e aquisições em 2026
- Seneca Evercore News
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(Valor Econômico) Entre as dez maiores transações de M&A em 2025, estrangeiros estiveram na ponta compradora em apenas duas, parcela bem inferior à de 2023, quando responderam por metade das principais operações.
Após quedas consecutivas desde fevereiro, os Investimentos Diretos no País (IDPs) voltaram a crescer em setembro, segundo dados do Banco Central compilados pela Seneca Evercore e obtidos com exclusividade pelo Valor. No mês, os ingressos líquidos somaram US$ 10,7 bilhões — o maior volume para o período nos últimos cinco anos e o mais alto desde março de 2023, quando foram registrados US$ 10,8 bilhões.
“O investidor, principalmente o americano, está mais confiante com a relação bilateral entre Brasil e EUA, com expectativa de queda gradual da Selic [taxa básica de juros] e sustentação do valor do real”, afirma Daniel Wainstein, sócio-fundador da Seneca Evercore.
Apesar da recuperação, esses recursos devem se refletir em novas operações de fusões e aquisições (M&A, na sigla em inglês) apenas ao longo do primeiro semestre de 2026, afirma Wainstein. Isso porque esses processos costumam ser complexos e demandam meses até a conclusão.
O relatório mensal da consultoria reforça essa avaliação. Em outubro, o número de transações de M&A caiu ao menor nível em cinco anos, totalizando 33 operações — menos até do que no início de 2020, auge da pandemia.
De forma geral, 2025 não tem sido um ano favorável para operações de M&A. Entre janeiro e outubro, foram registradas 530 fusões e aquisições no Brasil, o menor patamar para o período desde 2020. Em valor, as transações somaram pouco mais de US$ 44 bilhões, superando apenas o resultado de 2023, segundo a Seneca.
A participação do investidor estrangeiro também foi tímida. Entre as dez maiores transações de 2025, eles estiveram na ponta compradora em apenas duas, participação bem inferior à de 2023, quando responderam por metade das principais operações. “O último trimestre não deve mudar muito, mas estamos confiantes quanto a uma melhoria mais acentuada ao longo do primeiro semestre de 2026”, afirma Wainstein.
Mesmo com o desempenho mais fraco, alguns setores seguem resilientes. Energia e recursos naturais, por exemplo, continuam em níveis recordes, tendo respondido por oito das dez maiores transações do ano, somando US$ 20,2 bilhões em valor.
Publicado em 25/11/2025 e disponível em: https://valor.globo.com/empresas/noticia/2025/11/25/investimento-estrangeiro-no-pais-volta-a-subir-mas-so-deve-virar-operacoes-de-fusoes-e-aquisicoes-em-2026.ghtml




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